quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Noutros Caminhos: De Nisa a Fátima!










Decorreu entre os dias 2 e 4 de Outubro de 2010, mais uma edição da caminhada Nisa - Fátima. A organização esteve uma vez mais a cargo da INIJOVEM - Associação para Iniciativas para a Juventude de Nisa. Participaram cerca de 40 caminheiros que durante 3 dias percorreram os 117 km que ligam Nisa a Fátima. Na 1ª etapa, entre Nisa e Alvega, palmilharam-se 39,9 km, na 2ª etapa, entre Alvega e Vila Nova da Barquinha, a maior das três, percorreram-se 41,6 km. Para além de ter sido a etapa mais longa e mais difícil, foi também aquela em que o mau tempo resolveu fazer das suas, muita chuva e muito vento, principalmente entre Rio de Moinhos e Constância, dificultaram um pouco o ritmo da marcha. Na 3ª e última etapa, entre Vila Nova da Barquinha e o Santuário de Fátima, andaram-se 35,5 km, com destaque para a subida da Serra de Aire e Candeeiros, desde o Pafarrão até ao Centro de Animação Ambiental na localidade do Bairro. A chegada ao Santuário de Fátima ocorreu às 18h10. Organização e caminheiros estão de parabéns, pois foram alcançados os objectivos propostos. Após a realização do Caminho Francês, este foi o nosso regresso às grandes travessias pedestres, à excepção do António Delfino que, por imperativos da sua vida pessoal, não pôde estar presente, mas tenho a certeza que torceu por nós lá por terras do Indre-et-Loire! Será realizado um jantar convívio, que servirá de confraternização e de rescaldo, no dia 9 de Outubro, às 21h00, na sede do Sport Nisa e Benfica, servido pelo restaurante Flor do Alentejo. Todos os participantes deverão confirmar a sua presença para um dos seguintes contactos: 245 413671 - 934777819 ou para inijovem@gmail.com.

Fotos 1 a 5: Leonel Gomes
Fotos 6 a 9: Marco Moura

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A primeira marca do Caminho!

Fonte da Feteira (Alpalhão)


Ainda há bem pouco tempo, quando neste blogue escrevi a propósito do ciclo de passeios pedestres levados a cabo pela Associação Nisa Viva alusivos ao tema "Caminhos de Santiago no Concelho de Nisa", tive a oportunidade de felicitar o Sr. João Moisés, presidente da Junta de Freguesia de Alpalhão, pelos trabalhos de beneficiação e de conservação realizados na Fonte da Feteira, que de resto são bem visíveis ao olharmos para o antes e para o depois nas fotografias postadas em cima. No seguimento desses mesmos trabalhos foi pintada, no fronstispício da fonte, uma vieira: marca internacionalmente convencionada para a sinalização da passagem do Caminho de Santiago de Compostela. Foi por aqui que, vindos do sul do país, muitos peregrinos terão passado a caminho de Santiago da Galiza e, por certo, continuarão a passar, logo que se dê ao Caminho de Santiago no Concelho de Nisa, a dignidade que este merece! Na altura fiz também referência à necessidade de água da Fonte da Feteira voltar a ser potável, sendo para isso aconselhável que esta seja entubada da nascente até à bica e realizadas as respectivas análises sanitárias. Pelo que desta forma reforço novamente o apelo à Junta de Freguesia de Alpalhão para que leve também este propósito a bom porto! Merecem todos os fregueses de Alpalhão e merecem igualmente todos os que por ali passem e queiram saciar a sua sede! É, portanto, com a esperança renovada que vejo nesta primeira vieira, agora e para a posteridade residente na Fonte da Feteira, mais um estímulo, - qual primeira pedra-, para o arranque do projecto de sinalização e homologação do Caminho de Santiago no Concelho de Nisa. Saúdo uma vez mais o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Alpalhão e restante Executivo pela sensibilidade e receptividade, assim como saúdo igualmente a Associação Nisa Viva por mais uma iniciativa em prol da divulgação e defesa do património e cultura locais.


Foto 1: Arquimino Rosa
Foto 2: João Moisés/Junta de Freguesia de Alpalhão

sábado, 25 de setembro de 2010

Protocolo: Portugal e Espanha juntam-se à Iberdrola para recuperar 33 igrejas românicas


São 4,5 milhões de euros para recuperar 33 igrejas românicas em Portugal e Espanha ao longo dos próximos quatro anos. O protocolo entre a Fundação Iberdrola (mecenas do projecto), Junta de Castela e Leão e Ministério da Cultura através da Direcção Regional de Cultura do Norte foi assinado ontem, em Bragança. Em Portugal, são 18 as igrejas a intervencionar, nos distritos de Porto (seis), Vila Real (sete) e Bragança (cinco), havendo mais 15 em Espanha, sete na província de Zamora e cinco em Salamanca no Plano de Restauro do Româncio do Atlântico. A Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, destacou a “conjugação de esforços que resulta numa parceria transfronteiriça” em defesa do “património cultural comum base indispensável para a afirmação regional” e “um motor de economia local, de afirmação das pequenas empresas de restauro, das profissões tradicionais ligadas a esta área”, muitas das quais “tendem a desaparecer”.Cada parceiro comparticipará o projecto com 1,5 milhões de euros. Para já, vai ser criada uma comissão coordenadora que deverá reunir-se pela primeira vez a 4 de Outubro, em Valladolid. “Este é um protocolo de intenções. Não quer dizer que não possam ser associadas outras igrejas ou mesmo retirada alguma”, explicou ao PÚBLICO Paula Silva, Directora Regional de Cultura do Norte, que chama atenção para a igreja de Castro de Avelãs, em Bragança, com uma intervenção anterior “que permitiu pôr a descoberto o único mosteiro medieval da região de Trás-os-Montes”.Doze dos edifícios vão ser restaurados integralmente. Para os restantes 21 haverá um programa de manutenção, iluminação e controlo. Mas há outras igrejas, como a Sé de Miranda do Douro, que já está incluída na rota das catedrais, ou as de Freixo de Espada à Cinta e Torre de Moncorvo (todas no distrito de Bragança) que estão a ser recuperadas ao abrigo de um outro programa, com a junta de Castela e Leão.Segundo Ignácio Galán, presidente da Iberdrola, o Plano de Restauro do Românico Atlântico vai permitir a criação de uma nova rota do Xacobeo, ou seja, um novo Caminho de Santiago, através do interior Norte de Portugal, “que vai criar riqueza e turismo para a região”. “Uma larga maioria das obras de arte do país é de origem religiosa. Valorizando as igrejas, valoriza-se também a sua componente cultural”, sublinhou o Bispo da diocese de Bragança-Miranda, D. António Montes-Moreira, apontando o “reconhecimento da implantação cultural da Igreja ao longo dos séculos”. As obras devem arrancar no início do próximo ano.

Igrejas a recuperar

Moncorvo: Igreja de Santiago Maio, Mogadouro: Igrejas de Santo André e de Nª Sr.ª da Natividade, Bragança (Castro de Avelãs): Igreja de S. Bento, Amarante (Freixo de Baixo): Igreja do Divino Salvador, Amarante (Gatão): Igreja de S. João Batista, Amarante (Mancelos): Igreja de S. João Batista, S. Tirso (Roriz): Igreja de S. Pedro, Marco de Canaveses (Tabuado): Igreja do Divino Salvador, Chaves (S. Julião de Montenegro): Igreja de S. Julião, Montalegre: Igrejas de S. Vicente Chã e de Santa Maria das Júnias, Chaves (Cimo da Vila de Castanheira): Igreja de S. João Batista, Chaves: Igrejas de S. Sebastião e de Santa Leocádia, Chaves (Outeiro Seco): Igreja de Nª Sr.ª da Azinheira e Boticas: Igreja de Santa Maria da Cova.

Fonte: Público, nº 7476, 23-09-2010, artigo: António Gonçalves Rodrigues