terça-feira, 4 de novembro de 2014

Caminho Português da Costa (epílogo): 11-10 - Em Santiago!


Para mim foi uma noite de sono muito tranquila, das melhores! As picadas pareciam querer acalmar de novo, esperando eu que fosse em definitivo! A alvorada ocorreu às 08h30 da manhã! Tomei o pequeno-almoço com a Ivone num bar perto do albergue: cola cao quente, "tostadas" e croissants! Por volta das 11h00 fomos até à Praça do Obradoiro ao encontro do António Carrasco! Tirámos fotos individuais no cubo de ferro que se encontrava no centro da Praça! De seguida fomos comprar de "recuerdos"! Às 12h30 assistimos ao botafumeiro em plena missa do peregrino na Catedral! Por minha sugestão fomos almoçar à Casa Manolo! Optámos por pratos de peixe para fazer companhia à Ivone! Um belo de um caldo galego para os três, depois a Ivone escolheu salmão e eu e o Carrasco fomos para linguado à la plancha! Continuámos as compras depois do almoço! Tomámos 1 "canha" (a Ivone escolheu chá...). Depois fomos descansar um pouco! Às 18h30 eu e a Ivone fomos até à igreja de S. Francisco (para levantar a compostela franciscana) e fomos surpreendidos por um excelente e inolvidável espectáculo de coros polifónicos! Foi um momento sublime e de rara beleza, de uma imensa paz espiritual, para mim um dos momentos mais marcantes de todo o Caminho! A acústica da igreja era fantástica, o que elevou ainda mais a atuação dos grupos que atuaram! Fomos ao encontro do Carrasco pelas 19h30, concluímos as compras e fomos tomar um aperitivo num dos imensos bares da rua do Franco, duplo copo de albariño! Jantámos no Manolo: O Carrasco e a Ivone escolheram lentilhas e caldo galego e eu escolhi pimentos de Padron e Chipirones, tudo bem regado com um branco fresco! Para fazer a digestão demos um passeio pela parte velha da cidade, tomámos café e comemos bolos numa bonita e aprazível esplanada! Já muito perto da meia-noite o Carrasco regressou à rua das Galeras e eu e a Ivone fizemos o nosso derradeiro percurso pela Porta do Caminho até ao albergue!

Fotos de António Carrasco e de Ivone Santos  

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Caminho Português da Costa (epílogo): 10-10 - visita/passeio a Finisterra













Classifico como uma enorme seca a viagem de autocarro de Santiago a Finisterra, como aliás reconheceu o próprio motorista! Uma manhã inteira para fazer pouco mais de 90 km! Já nada justifica coisas destas nos tempos que correm! Mil vezes fazer a pé...menos monótono e muito mais aliciante! Resumindo...foi chegar a Finisterra e procurar um sitio para almoçar! Após um breve passeio pela marginal optámos pelo restaurante "Arco da Vella"! Durante a tarde passeámos junto ao mar, pelo castelo, por algumas capelas e visitámos o amigo Manoel (Hotel Âncora), "velho" amigo de outras jornadas, mandou cumprimentos a todos: Alexandre Bittar, António Delfino, António Pimpão, Leonel Gomes e Rosalino Castro! Um pouco antes do regresso, desferutámos de um momento de calmaria junto ao mar! Às 16h45 apanhámos o autocarro para Santiago, que foi, felizmente mais directo, ainda assim chegámos às 20h00 a Santiago! Aproveitámos logo para comprar os bilhetes para o Porto. Passámos no albergue e fizemos um jantar ligeiro no Cepa! Passámos por algumas lojas de "recuerdos", tomámos uma bebida num bar perto do Obradoiro onde ainda estivemos à conversa com alguns peregrinos com quem nos tinhamos cruzado no Caminho! Uma passagem fugaz pelas arcadas onde, uma vez mais, a Tuna alegrava alguns peregrinos que assistiam à atuação! Recolhemos aos nossos aposentos pouco depois das 23h00, a pouco recomendável viagem de autocarro até Finisterra tinha feito mossa! Descansar era preciso!

Fotos de António Carrasco e do Ivone Santos

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Caminho Central: 09-10 - Teo/Santiago de Compostela











Partimos do albergue de Teo às 08h00, ainda o dia não nascera, 15 minutos depois a luz natural começou a surgir, a chuva continuava a ameaçar no horizonte, ainda que a temperatura estivesse amena! Em Milladoiro parámos para tomar o pequeno-almoço no bar da Biblioteca/Centro Cultural, aproveitámos também para colocar o carimbo. Chegámos à Praça do Obradoiro às 11h15 debaixo de forte chuvada e com 14,2 km nos pés! Chuva abençoada, emoções renovadas! Fica o registo de um Caminho pleno de emoções e de sentimentos! A foto da chegada foi tirada com dificuldade acrescida em virtude da forte tormenta! Após passagem pela Oficina do Peregrino fomos almoçar ao meu já velho conhecido café Cepa, em jeito de despedida do amigo António Ramos que partiria ainda no final do dia para o Porto, onde dormiria em casa do seu amigo Lázaro, para no dia seguinte viajar para Nisa (onde tinha um compromisso no sábado). Quanto ao resto do grupo, o Carrasco ficou numa pensão na Rua das Galeras (onde já fizera reserva). Eu e a Ivone, fiéis ao nosso orçamento peregrino, ficá-mo-nos pelo albergue "Estrella de Santiago" (o mesmo onde ficara em Outubro de 2013, vindo do Caminho Inglês), 24 euros por três noites (2 euros mais barato por noite, que em relação a 2013). Fica muito bem situado, a meio caminho entre a Estação de Autocarros e a Porta do Caminho! Após o "check in" e o já habitual ritual das lides "domésticas", descansámos um pouco. Notei que me reapareceram algumas borbulhas e comecei a pensar se o saco-cama não estaria mesmo infestado, pelo que decidi não utilizá-lo mais, até ser lavado em condições! Marcámos encontro com o Carrasco na Praça do Obradoiro às 17h30, fizemos um périplo pelas lojas de "recuerdos", fui a uma farmácia aviar a 2ª receita que me tinha sido prescrita em Vigo, o amigo Carrasco aproveitou para comprar uma pomada anti-inflamatória para o pé! Fomos até ao Bar Dakar tomar uma bebida (onde tiramos uma foto que o Carrasco enviou para o amigo António Moroso, tal como lhe havia prometido). Depois de assistirmos à missa do peregrino, pouco depois das 20h00, e após termos percorrido a Rua do Franco, em busca de um local com boa uma relação preço/ menu, optámos pelo nº 48 que por 8 euros servia um menu bastante variado e com bastantes pratos de peixe e marisco! Até aqui tudo bem o pior foi quando veio a conta, só o que custava 8 euros era o menu, o resto era tudo cobrado à parte, sem que tivéssemos tido conhecimento prévio deste (por)maior! Vigarice pegada! Não admira que não houvesse lá mais ninguém para além de nós! Pagámos mais de 18 euros cada um, o Carrasco ainda alvitrou para o repasto, mas dissemos-lhe que isso estava fora de questão, a pagar que fosse um jantar mais decente! A vingança veio com o café, provámos de todas as garrafas de xupito...eheheh...! O mais grave foi o descaramento que tiveram em levar 12 euros por cada garrafa de vinho tinto, que pouco melhor era do que uma reles zurrapa...enfim...um risco à porta nº 48 da Rua do Franco! Após bebermos outro café num bar, fomos até às arcadas do Obradoiro ouvir a divertida Tuna Académica de Santiago! Despedi-mo-nos do Carrasco e fomos até ao albergue, a Ivone ainda parou numa loja para comprar uma mochila mais pequena para levar no dia seguinte a Finisterra.

Fotos de António Carrasco e de Ivone Santos