segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Caminho Primitivo: um primeiro olhar sobre as etapas!




Proposta 1 (António Pimpão)


14-04-2012: (1ª etapa) Oviedo/Grado (21 km)

15-04-2012: (2ª etapa) Grado/La Espina (28,8 km)

16-04-2012: (3ª etapa) La Espina/Borres (30 km)

17-04-2012: (4ª etapa) Borres/Berducedo (26,1 km)

18-04-2012: (5ª etapa) Berducedo/Castro (28 km)

19-04-2012: (6ª etapa) Castro/Padron (22,3 km)

20-04-2012: (7ª etapa) Padron/Vilabade (34,2 km)

21-04-2012: (8ª etapa) Vilabade/San Román da Retorta (38,1 km)

22-04-2012: (9ª etapa) San Román da Retorta/Melide (30,7 km)

23-04-2012: (10ª etapa) Melide/Pedrouzo de Arca (34,8 km)

24-04-2012: (11ª etapa) Pedrouzo de Arca/Santiago de Compostela (20,4 km)


Proposta 2 (Sérgio Cebola)


14-04-2012: (1ª etapa) Oviedo/Grado (21 km)

15-04-2012: (2ª etapa) Grado/La Espina (28,8 km)

16-04-2012: (3ª etapa) La Espina/Borres (30 km)

17-04-2012: (4ª etapa) Borres/Berducedo (26,1 km)

18-04-2012: (5ª etapa) Berducedo/Castro (28 km)

19-04-2012: (6ª etapa) Castro/Padron (22,3 km)

20-04-2012: (7ª etapa) Padron/Cádavo Baleira (27 km)

21-04-2012: (8ª etapa) Cádavo Baleira/Lugo (29,3 km)

22-04-2012: (9ª etapa) Lugo/San Xurxo de Augas Santas (30,1 km)

23-04-2012: (10ª etapa) San Xurxo de Augas Santas/Arzúa (30,4 km)

24-04-2012: (11ª etapa) Arzúa/Lavacolla (30,9 km)

25-04-2012: (12ª etapa) Lavacolla/Santiago de Compostela (10,6 km)


Proposta 3 (Sérgio Cebola)


14-04-2012: (1ª etapa) Oviedo/Grado (21 km)

15-04-2012: (2ª etapa) Grado/La Espina (28,8 km)

16-04-2012: (3ª etapa) La Espina/Borres (30 km)

17-04-2012: (4ª etapa) Borres/Berducedo (26,1 km)

18-04-2012: (5ª etapa) Berducedo/Castro (28 km)

19-04-2012: (6ª etapa) Castro/Padron (22,3 km)

20-04-2012: (7ª etapa) Padron/Cádavo Baleira (27 km)

21-04-2012: (8ª etapa) Cádavo Baleira/Lugo (29,3 km)

22-04-2012: (9ª etapa) Lugo/San Xurxo de Augas Santas (30,1 km)

23-04-2012: (10ª etapa) San Xurxo de Augas Santas/Arzúa (30,4 km)

24-04-2012: (11ª etapa) Arzúa/Pedrouzo de Arca (21,1 km)

25-04-2012: (12ª etapa) Pedrouzo de Arca/Santiago de Compostela (20,4 km)



Memória Descritiva das etapas (dados disponíveis à data):


- Distância: 314,5 km, média diária 28,59 km (proposta 1) e 26,2 km (propostas 2 e 3);

- Desnível máximo acumulado: 1.349 m, entre Penaflor (62 ma) e Puerto del Palo (1.411 ma);

- Principais localidades: Oviedo, Grado, Cornellana, Salas, La Espina, Tineo, Grandas de Salime, Fonsagrada, Cadavo Baleira, Lugo, Melide, Arzúa, Pedrouzo de Arca e Santiago de Compostela;

- Ponto de encontro com o Caminho Francês: Melide;



- 1ª Etapa (Oviedo/Grado): É conveniente fazer o reconhecimento prévio do Caminho para sair da cidade, que está marcado com vieiras de bronze no chão; não existem albergues em Grado, apenas alojamento particular; Perfil altimétrico: (cmb) 62 ma, (cma) 262 ma, (da) 200 m.

- 2ª Etapa (Grado/La Espina): Entre San Juan de Villapanada e Salas apenas há indicação da existência de 1 ou 2 bares; a partir de Salas e até Tineo (já na nossa 3ª etapa) temos mais de 10 km a subir (dos 250 até aos 700 ma); cerca de 5 minutos após Salas, temos um troço lindíssimo de bosque; La Espina tem todos os serviços necessários; Tineo é uma típica vila de montanha com todos os serviços e pessoas muito acolhedoras; Perfil altimétrico: (cmb) 65 ma, (cma) 640 ma, (da) 575 m.

- 3ª Etapa (La Espina/Borres): Perfil altimétrico: (cmb) 632 ma, (cma) 743 ma, (da) 111 m.

- 4ª Etapa (Borres/Berducedo): troços com muitas subidas e descidas; VarianteRota dos Hospitais”: começa cerca de 1 km depois de Borres, está bem sinalizada, e termina em Puerto del Palo. É um percurso 2,6 km mais curto que o traçado convencional, mas tecnicamente mais exigente e mais duro em virtude do desnível e da altitude e porque ocorre por zonas desoladas e expostas aos ventos. A paisagem é magnífica e a sinalização é perfeita. Não é aconselhável ser feita com neve e com mau tempo, muito menos no Inverno. Não há serviços de apoio nem pontos de água, pelo que as mochilas deverão ir abastecidas de provisões; com a passagem por esta variante, não se atravessam as localidades de La Mortera, Alto de Porcilles, Lavadoira e Polla de Allande; Perfil altimétrico: (cmb) 743 ma, (cma) 1411 ma, (da) 668 m.

- 5ª Etapa (Berducedo/Castro): Perfil altimétrico: (cmb) 165 ma, (cma) 910 ma, (da) 745 m.

- 6ª Etapa (Castro/Padron): O albergue no final da etapa fica a 2 km de Fonsagrada, para comprar provisões temos de nos deslocar a Fonsagrada. No entanto, há restaurantes que têm serviço de recolha e entrega de peregrinos que se queiram deslocar à cidade para comer; Perfil altimétrico: (cmb) 650 ma, (cma) 1030 ma, (da) 380 m.

- 7ª Etapa (Padron/Vilabade, proposta 1): Perfil altimétrico: (cmb) 750 ma, (cma) 950 ma, (da) 200 m.

- 7ª Etapa (Padron/Cádavo Baleira, propostas 2 e 3): Perfil altimétrico: (cmb) 780 ma, (cma) 950 ma, (da) 170 m.

- 8ª Etapa (Vilabade/San Román da Retorta, proposta 1): Perfil altimétrico: (cmb) 400 ma, (cma) 750 ma, (da) 350 m.

- 8ª Etapa (Cádavo Baleira/Lugo, propostas 2 e 3): Perfil altimétrico: (cmb) 460 ma, (cma) 855 ma, (da) 395 m.

- 9ª Etapa (San Román da Retorta/Melide, proposta 1): Perfil altimétrico: (cmb) 450 ma, (cma) 710 ma, (da) 260 m.

- 9ª Etapa (Lugo/San Xurxo de Augas Santas, propostas 2 e 3): Perfil altimétrico: (cmb) 400 ma, (cma) 580 ma, (da) 180 m.

- 10ª Etapa (Pedrouzo de Arca/Santiago de Compostela, proposta 1): Perfil altimétrico: (cmb) 300 ma, (cma) 450 ma, (da) 150 m.

- 10ª Etapa (San Xurxo de Augas Santas/Arzúa, propostas 2 e 3): Perfil altimétrico: (cmb) 300 ma, (cma) 710 ma, (da) 410 m.

- 11ª Etapa (Pedrouzo de Arca/Santiago de Compostela, proposta 1): Perfil altimétrico: (cmb) 260 ma, (cma) 335 ma, (da) 75 m.

- 11ª Etapa (Arzúa/Lavacolla, proposta 2): Perfil altimétrico: (cmb) 300 ma, (cma) 410 ma, (da) 110 m.

- 11ª Etapa (Arzúa/Pedrouzo de Arca, proposta 3): Perfil altimétrico: (cmb) 310 m, (cma) 410, (da) 100 m.

- 12ª Etapa (Lavacolla/Santiago de Compostela, proposta 2): Perfil altimétrico: (cmb) 260 ma, (cma) 320 ma, (da) 60 m.

- 12ª Etapa (Pedrouzo de Arca/Santiago de Compostela, proposta 3): Perfil altimétrico: (cmb) 260 m, (cma) 335, (da) 75 m.



Legenda: (cmb) = cota mais baixa, (cma) = cota mais alta, (da) = desnível acumulado, ma = metros de altitude, m = metros.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Chaves/Vilarelho da Raia, pelo Caminho Português do Interior









Decorreu no dia 19 de Novembro em Chaves uma caminhada com 13 km até Vilarelho da Raia, pelo Caminho Português do Interior. A organização esteve a cabo do Município flaviense e contou com a colaboração do Corpo Nacional de Escuteiros de Chaves e com a Associação Flaviense de Caminheiros. Lancei o desafio aos meus companheiros de jornada para marcarmos presença e responderam à chamada os companheiros António Ramos Amaro, António Moroso Fernandes e o Leonel Gomes, que comigo partilharam um fim de semana bastante aprazível. Chegámos bem cedo a Chaves, por volta das 11 da manhã, já depois de termos feito o check in num bungalow do Parque de Campismo da Quinta do Rebentão. Após uma primeira volta de reconhecimento pelo centro histórico da cidade, almoçámos muito bem a um preço bastante simpático no restaurante Kátia. A concentração da caminhada ocorreu às 13h45 na Praça de Camões (junto ao Museu da Região Flaviense) e teve inicio às 14h00. Participaram 120 caminheiros, grande parte dos quais pertencentes ao Corpo de Escuteiros. Do percurso em sim registo com agrado a boa sinalização que me parece ser muito recente, a igreja românica de Nossa Senhora da Azinheira, a igreja paroquial de Outeiro Seco, a belíssima água das fontes desta freguesia e alguns cruzeiros que testemunham a passagem do Caminho de Santiago. Pena foi os 13 km deste troço do Caminho ocorrerem todos em alcatrão. Gostei da parte mais rural do percurso, nomeadamente, a partir de Vila Meã da Raia. Por volta das 17h00, já com algum lusco-fusco e com a chuva a começar a dar um ar da sua graça, chegámos a Vilarelho da Raia, paredes meias com "nuestros hermanos", como de resto comprovavam os telemóveis que só já captavam rede espanhola. Segundo nos confidenciou um companheiro de jornada natural daquela região, existem terrenos em Vilarelho da Raia de proprietários portugueses, que metade está em Portugal e a outra metade do outro lado da fronteira. Chegados à chamada "3ª parte" da contenda, fomos agraciados com um lanche ajantarado onde não faltaram as iguarias da região! E deu para ver que a organização não regateou esforços para que ninguém ficasse com fome! O regresso a Chaves foi feito de autocarro, onde chegámos pouco depois das 18h30 e debaixo de alguma chuva lá fomos deixar as coisas ao carro que se encontrava estacionado do outro lado da ponte sobre o rio Tâmega. Como o apetite já não era suficiente para a exigente posta mirandesa (como de inicio estava previsto), terminámos a jornada na Adega do Faustino degustando vinhos e petiscos da região. Uma casa bastante recomendável, com funcionários muito prestáveis e um gerente excelente anfitrião! Voltando ao que nos trouxe a Chaves, deu para "matar" saudades do Caminho de Santiago, para mim foi o reviver e revisitar a anterior e saudosa passagem em Outubro de 2007, aquando da realização do Caminho Português do Interior desde Nisa, para o companheiro António Ramos espero que tenha sido um bom prenuncio para o Caminho Primitivo que se aproxima a pouco e pouco e para os outros meus companheiros penso que foi também o reviver de outras tantas travessias! Em Chaves o Caminho de Santiago atravessa cerca de 40 km do concelho flaviense (no sentido sul-norte, as freguesias de Oura, Vidago, Vilela do Tâmega, S. pedro de Agostém, Samaiões, Madalena, Santa Maria Maior, Santa Cruz, Outeiro Seco e Vilarelho da Raia). Por fim, quero registar com muito agrado o facto dos municípios do interior do país, onde ocorre a passagem do Caminho de Santiago (e onde se inclui o de Nisa), começarem (finalmente) a querer devolver ao Caminho Português do Interior a dignidade de outros tempos e que esta rota bem merece!

Fotos: António Moroso, Jorge Leite e Sérgio Cebola

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Caminho Central (Português) a Santiago: COMUNICADO URGENTE - PONTE DE LAMAS DO VOUGA CAIDA




Informamos todos os peregrinos que estão a percorrer - ou pensem vir a percorrer - o Caminho Central Português a Santiago que a Ponte quinhentista sobre o rio Vouga caiu. Esta ponte localiza-se na etapa Águeda a Albergaria-a-Velha sensivelmente um quilómetro após a Ponte do Marnel. A ponte, que transitou para a jurisdição municipal em 1996, tinha encerrado ao trânsito em Maio devido ao abatimento de um pilar - registava também fissuras no tabuleiro. A recuperação custaria à Câmara de Águeda cerca de dois milhões de euros, mas as obras foram sendo adiadas por falta de dinheiro. A ponte acabou por desabar, apesar de a última vistoria técnica ter assegurado que não havia risco de ruína iminente.

CAMINHO ALTERNATIVO:
Em Lamas do Vouga (depois da Igreja) deve seguir-se o IC2 COM TODAS AS PRECAUÇÕES e atravessar o Rio Vouga pela ponte desta via e no final seguir à esquerda retomando o Caminho.
(Ver mapa postado acima)

Fonte: caminhocentralasantiago.blogspot.com
Foto da ponte: http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=298448