quinta-feira, 31 de março de 2011

Mais um novo elemento para o grupo!

Há certas coisas que aprendi a gostar sem saber, uma delas foi o gosto pelas caminhadas! Hoje é um dos meus melhores prazeres: caminhar! Tudo começou em 2000 na primeira Rota do Contrabando, fui porque era novidade e gostei tanto que nunca mais parei. A maior parte das caminhadas em que participei foram no concelho de Nisa, pois é a terra em que resido, mas também já fui para outras zonas do país. Gosto de caminhar porque há um certo espírito de aventura, porque a andar descobrimos paisagens, pontos históricos e muitas outras coisas que só se vêem se andarmos a pé. Foi com um grande espírito de aventura que vi três companheiros de caminhadas (o Sérgio, o Pimpão e o Castro) partirem para uma travessia de um mês por terras de França e de Espanha para fazer um dos Caminhos de Santiago. Já em França juntou-se a eles o António Delfino, que lá vive. Fui acompanhando diariamente a aventura deles no blogue que foi criado para este fim. Gostava muito ter ido com eles, mas como estava a estudar à noite, não podia perder tanto tempo, pois podia ficar sem o curso. Quando eles chegaram a Nisa as histórias eram mais do que muitas! Um dia na Inijovem (Associação de Jovens de Nisa), lá estava o Sérgio a contar mais umas partes da aventura, uma que eu gostei foi a de terem conhecido um peregrino brasileiro, o Alexandre, que veio a ser o quinto elemento do grupo, pois as outras historias já sabia que eram só para rir, como por exemplo, o Pimpão a explicar ao brasileiro o significado de “se me apanho com uma nos queixos” (vontade de beber uma cerveja) e a dizer a uma peregrina espanhola que estava todo “mamado” (muito cansado), o António Delfino que apanhou um susto com um enorme cão que lhe ladrou aos ouvidos, enquanto caminhava completamente relaxado (perto do Monte do Gozo, já nas imediações de Santiago) e o Castro a oferecer o protector solar a umas peregrinas alemãs, no albergue de Belorado, que estavam a ficar todas vermelhas do sol. Como eles gostaram tanto desta aventura combinaram fazer este ano o Caminho Português a partir da cidade do Porto, e foi por essa altura que eu perguntei ao Sérgio se não fazia mal ir mais um no grupo ao que ele perguntou “Porquê? queres ir?”, claro que eu disse que sim e ele respondeu “Então junta-te a nós, por mim tudo bem!”, mas como eu sabia que o grupo já estava formado enviei um email ao Pimpão e ao Castro para ver se eles concordavam que me juntasse também. Mais rápido foi o António Delfino que me enviou logo um email a perguntar se era verdade, se eu também ia desta vez, claro que respondi afirmativamente. Entretanto o Pimpão e o Castro também concordaram com a minha entrada para o grupo. E pronto é neste contexto que eu apareço para participar nesta nova aventura do Porto até Santiago de Compostela e de Santiago ao Cabo Finisterra!

Um abraço a todos e um beijo a todas (lol!)
Leonel Gomes

Foto: Marco Moura

sábado, 26 de março de 2011

Caminho Português: A mochila!




E porque estamos a menos de 15 dias do inicio do Caminho Português, está por isso na altura de divulgar a minha lista final de equipamento. Estamos a falar de 11 a 12 dias a caminhar, já incluindo o Caminho de Finisterra, menos de metade relativamente ao tempo despendido para o Caminho Francês, pelo que irá ser necessário menos equipamento. Houve também alguns utensílios que foram liminarmente descartados, dado que nunca foram utilizados na última travessia para Santiago de Compostela. Assim sendo a minha mochila está com 7.724 gramas, já incluindo o seu peso vazia e 2 garrafas de plástico com água (0,33 cl). A mochila pesa menos de 10% do meu peso corporal que é cerca de 85 kg. Antes da partida efectuarei 2 caminhadas com todo o material, não apenas para testar o seu peso, mas também para proceder a algum ajuste que se revele necessário.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Um treino no asfalto!





No sábado passado, dia 19 de Março, pelas 09h30 da manhã juntei-me com o António Pimpão e com o Leonel Gomes (o Rosalino não pôde vir…) e de mochilas às costas levamos a cabo mais um treino de preparação para o Caminho Português que se aproxima a passos largos. Desta feita optámos por dar prioridade aos troços de alcatrão, pois cerca de 70% do Caminho Português (desde o Porto) passa por estradas de asfalto. Em véspera de entrarmos na estação da primavera, o dia não podia estar mais a preceito, talvez até calor a mais para esta altura do ano. Saímos de Nisa pela azinhaga dos Pombais e mantivemo-nos em caminho de terra batida até à Tapada dos Jogadores, depois desta entrámos na estrada asfaltada, já muito perto da Barragem do Poio, continuámos pela estrada até à Barragem de Póvoa e Meadas, onde efectuámos uma paragem de cerca de 1 hora para almoçar e aliviar um pouco as mochilas. Após o conforto dos estômagos e depois de bebermos café e o respectivo “xupito” no bar da Barragem, retomámos a nossa jornada de regresso a Nisa, mas agora pela estrada do Patalou. Nas imediações da tapada do “Cadete”, deixámos o asfalto e voltámos aos caminhos de terra batida em direcção ao “Cadete”, “D.Mariana” e “Fonte da Cal”. Chegámos a Nisa eram 16h30, com mais 28 km nas pernas e nos pés. Eu fui e cheguei um bocado debilitado, fruto de maleita da qual já me andava a ressentir há 1 ou 2 dias (muita tosse, expectoração e garganta irritada), mas insisti em ir caminhar na mesma, é claro que com o muito sol que apanhei a coisa não melhorou e até piorou, às vezes é preferível ouvir a voz da consciência e parar um pouco, se fosse hoje talvez não fosse! Mas conto com a força de Santiago Maior para no dia 9 de Abril estar totalmente restabelecido!

Fotos: António Pimpão