terça-feira, 4 de maio de 2010

Mensagem de Luís Martinez


En este nuevo capitulo hare mencion especial a las hospitaleras y a las sufridas camareras de los bares del recorrido, que imperturbablemente tienen que sentir como miriadas de miradas lascivas recorren su anatomia.

No nos engañemos, el Camino es no solo un esfuerzo fisico sino una lucha psicologica de los sentidos. Como en mi caso: después de casi tres semanas de no limpiar el fusil cualquier lugareña que este en edad de merecer me parece de lo mas apetecible. Algunos dirian que he bajado el liston de las expectativas, pues asi es, y no me arrepiento en absoluto de estar a las puertas del infierno.

El camino es un desmelene, en la mistica intimidad de los aposentos compartidos mas de una vez debo refrenar mis instintos animales y pensar en Juan Pablo II... yo queria apostatar pero no me dejaron, empezais a comprender...

Luis Martinez

Neste novo capítulo farei menção especial às "hospitaleiras" e às sofridas empregadas dos bares do percurso, que imperturbavelmente têm que sentir miríades de olhares lascivos percorrendo a sua anatomia.

Não nos enganemos, o Caminho é não só um esforço físico, mas também uma luta psicológica dos sentidos. Como no meu caso: depois de quase três semanas sem limpar a espingarda, qualquer aldeã em idade de o merecer me parece mais do que apetecível. Alguns dirão que baixei a fasquia das expectativas, mas é assim, e não me arrependo em absoluto de estar às portas do inferno.

O Caminho é uma desinibição. Na mística intimidade dos aposentos partilhados, mais de uma vez tenho que refrear os meus instintos animais e pensar em João Paulo II.... Eu queria apostatar, mas não me deixaram, começais a compreender...

Luis Martinez
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tradução: jc

16ª Etapa: o relato (António Pimpão)


Da etapa de hoje, e exceptuando a imponência da Catedral de León e frio que se fez sentir, diria que foi mais uma etapa para andar, cerca de 40 Km.

Ainda se viram durante o caminho alguns floquitos de neve, que me fizeram esquecer algumas mazelas nos pés, que já vão ao sendo algumas, dado que tentamos aliviar a pressão do pé num lado e logo começa a doer no outro. Chegamos todos ao fim da Etapa, estamos todos bem, e isso acaba por ser mais importante do que qualquer mazela que surja de vez em quando...

Amanhã será um novo dia, veremos como corre. Se houver Internet cá estarei para fazer o respectivo relatório e enviarei mais fotos quando tiver meios para o efeito. Até lá, roam-se de inveja...

Um abraço,

António Pimpão

16ª Etapa: Puente de Villarente - Villadangos del Páramo

Brasão de Villasabariego
(Sede de Ayuntamiento)

Brasão de Villadangos del Páramo

16º dia da Aventura. A jornada de hoje, novamente pontuada pelo frio, liga Puente de Villarente a Villadangos del Páramo, numa travessia de cerca de 33,2 quilómetros, com passagem pela quarta grande cidade do Camino, León.

Saindo de Villarente alcança-se Arcahueja e daí Puente Castro, bairro de León separado da urbe pelo rio Torío. Léon é a capital de Província do mesmo nome, na Comunidade Autónoma de Castilla y León. León foi fundada no 29 AC, pela legião romana "Legio VI Victrix", cujo acampamento se desenvolveu e se tornou numa importante cidade, até ser tomada pelo visigodos, em 586. Em 914, Ordonho II fê-la capital do reino de León, durante cuja existência foi crescendo e desenvolvendo, sendo que nesta questão teve importante papel o Caminho de Santiago.

No Séc. XII, o geógrafo e viajente árabe Edrisi descrevia-a assim: "Ali se pratica comércio muito proveitoso. Os seus habitantes são poupados e prudentes". Temos também notícia de León através de diversos códices, entre eles o "Codez CAlixtinus", manuscrito que, entre outras coisas, contém informações sobre o caminho que os Peregrinos seguiam até Santiago de Compostela. Graças ao Camino, a cidade conheceu o desenvolvimento de novos bairros, muitas vezes extramuros, numa cidade que se tornava pequena e quase sempre à beira do caminho dos Peregrinos, que acediam à cidade pela chamada Puerta Moneda.

Em Léon há alguns monumentos religiosos de visita obrigatória, nomeadamente a Catedral gótica de Nuestra Señora de la Regla (Séc. XIII), a Basílica de San Isidoro (Séc. XI), mas também monumentos civis, como o Palacio de Los Guzmanes (Séc. XVI) ou uma das primeiras obras do celebérrimo Antoni Gaudi, La Casa Botines (Séc. XIX).

Saindo de León, e até Valverde de la Virgen, num pequeno calvário de ruas, largas avenidas e um polígono industrial, chega-se ao Hostal de San Marcos, que de hospital medieval passou a Pousada e Museu, para depois se alcançar o Santuário de La Virgen del Camino. Seguem-se Valverde de la Virgen e San Miguel del Camino, para finalmente se atingir Villadangos del Páramo, num troço que parece interminável, pois entre durante os 7,7 km que separam as duas localidades não há nenhuma povoação intermédia.

Perfil da 16ª Etapa (clique para ampliar)

Partida: Puente de Villarente (42º 32' 39,15'' N 5º 27' 19,36'' W)
Chegada: Villadangos del Páramo (42º 31' 00,89'' N 5º 46' 02,25''W)
Cota de saída: 805m
Cota de chegada: 900m
Cota mais elevada: 910m (Virgen del Camino)

Arcahueja: vista geral

Puente Castro, sobre o rio Torín

León: fachada da Catedral

León: Plaza Mayor

Hostal de San Marcos

Santuário de La Virgen del Camino

Valverde de La Virgen: Igreja Paroquial

San Miguel del Camino: Igreja Paroquial

Canal de Villadangos del Páramo

Villadangos del Páramo: Igreja de Santiago
Apóstolo (vista geral)

Villadangos del Páramo: Igreja de Santiago
Apóstolo (pormenor do retábulo
dedicado a Santiago Peregrino)

Villadangos del Páramo: entrada do Albergue
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texto/infografia: jc
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fonte bibliográfica: http://www.wikipedia.com
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fotos daqui: